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Veleiros nacionais

Num passado não muito distante tínhamos no Brasil alguns bons estaleiros que produziam veleiros como: Fast 345, Fast 395, Fast 500, Velamar 31, Velamar 38, Trinidad 37, Aruba 28, Bahamas 40, Cal 9.2, Brasília 32 e tantos outros.
Atualmente estamos limitados a poucos estaleiros com produção seriada, que não passam de meia dúzia de modelos, se muito. Neste cenário os veleiros estrangeiros ganham espaço em nossas marinas, e se não tivéssemos a pior política fiscal do universo, a invasão seria maior.
O governo considera veleiro artigo supérfluo, mas nunca foi perguntar para a família do marinheiro, para os filhos do dono da marina, para a mulher que faz a coxinha da lanchonete, como eles pagam as contas e impostos no final do mês. Estas contas e impostos são pagos com o uso do bem “supérfluo” (esta é uma herança do Delfim Neto).

Outro dia ouvi um comentário no píer da marina:

- Isso aqui está parecendo Monaco, de tanto barco importado!

Enquanto isso a indústria nacional de veleiros está a beira da falência, sem escala, com custos e preços pouco atraentes e ficamos no dilema do “Tostines”:

Os estaleiros brasileiros não crescem por que não vendem, ou não vendem porque não crescem. E tome barco francês, alemão, americano…

A solução é bem simples, para quem quer resolver, e muito complicada para quem quer levar vantagem e “ganhar” algo em cima da ideia:

Para aumentar a escala é preciso reduzir imposto, formar mão de obra capacitada e viabilizar a instalação de marinas e centros náuticos. Estas ações aliadas irão gerar empregos, elevar a arrecadação e estimular os esportes náuticos. De quebra irá sobrar mais $ para os cofres públicos (maior arrecadação => menor % de imposto sobre uma base maior de produtos, mais gente empregada, etc,etc). 

Mas, quem sou eu para dar “receita” para os iluminados de Brasília! Vcs, que são meia dúzia de 3 ou 4 leitores do blog, já perceberam como existe a máxima da “cadeira competente”? Basta sentar na “cadeira competente” que o sujeito, por mais incompetente que seja, consiga poderes sobrenaturais de competência, o tal Mantega é um bom exemplo…. cadeira maravilhosa! Queria uma cadeira destas na época que disputava minhas regatinhas, para ter a competência dos Torbens, Scheids, Bochechas….

 

 

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5 Responses to “Veleiros nacionais”


  1. 1 Marcelo Gilberto
    11/07/2013 às 19:01

    Muito boa reflexão…. tenho comentado sobre isso nas rodas que frequento.
    Parabéns…

  2. 11/07/2013 às 19:55

    Pois é Marcelo, temos uma costa de 8.500 Km que não exploramos como recurso turístico náutico…sem comentários.

  3. 13/07/2013 às 19:28

    o problema nao sao os veleiros extrangeiros e sim os altos precos dos aqui feitos que mesmo tendo mao de obra muito mais barata cobram precos absurdos ,mesmo antes da carga tributaria ,o correto para incentivar a vela seria parmitir importacao de usados quer veleiros destinados a projetos sociais como barcos de pesca para colonias de pesca artezanal ,o pior e que os impostos sao dispares dependendo de sua declaracao de importacao ,diferem com ou sem motor etc com motor o preco das alicotas dobram mas os estaleiros brasileiros querem num barco tirar o lucro do que investiram de uma so vez ,o que seria solucao seria cooperativa de velejadore para construcao a custo ,iso e feito na suecia etc ,se aluga espaco e se faz decidido um modelo o resto e facil resina aqui tm o mesmo preco mastreacao se coloca na argentina e velas idem ai o veleiro custaria um preco pagavel
    turismo nautico e utopia as companhias daqui querem precos igualmente absurdos assim como hoteis e cias aereas e so comparar com turkia croacia grecia etc sem falar nos usa

    • 4 Marcelo Gilberto
      21/09/2014 às 17:39

      Pois é Caríssimo Alberto Chagas realmente os veleiros fabricados por aqui tem seus preços elevados se comparados com veleiros fabricados na Europa e até mesmo na Argentina… Mas é que entra em cena a tal da economia de escala… Enquanto estaleiros consagrados Europeus chegam a fabricar e até mesmo vender (isto nos bons tempos, agora na crise não sei como está) em torno de quarenta (40) veleiros no mês, manter produtos em prateleira, por aqui os estaleiros mais consagrados (estou falando de veleiros) quando muito vendem três (3) isto mesmo três, veleiros por ano. Como sobreviver desta maneira, fazendo manutenções, reformas e até alugando seus modelos, se não for isso mandariam todo mundo embora, então para pagar os custos os poucos veleiros novos vendidos embarcam com todos os custos da instalação ociosa… Aí vem a pergunta ” QUEM NASCEU PRIMEIRO O OVO OU A GALINHA” (meu Deus o que tem isso a ver com veleiros) É que não vende veleiro porque não tem onde guardar, marinas, mas as marinas são caras, porque são poucas, por que são poucas, em parte pela dificuldade para abrir uma…(pergunte a Marina Silva, que nome engraçado Marina… vejam só) Em fim falta uma politica madura para o setor… ao invés de tratar os apaixonados por vela como um bando de ricos futeis, que é como somos vistos….

  4. 5 André
    24/07/2013 às 16:09

    O problema tb só barco importado e o custo….. Pq alguma associação nao montanha grupo e vai a Brasília???? Além de fomentar o esporte, a industria , empregos etc…. Estaríamos dando mais acesso aos barcos… Hoje ao pivô falar em mercado de alta classe , a classe media real esta cada vez mais apertada …..


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